quinta-feira, 19 de março de 2020
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Texto
Jesus foi batizado no ano 33.
JOÃO BATISTA começou a batizar no ano 29 (que era também o 15º ano do reinado de Tibério em Roma).
Israel era dividida em uma procuradoria, a Judeia, governada por Pôncio Pilatos, e três tetrarquias, governadas por Herodes Antipas, Filipe e Lisânias, respectivamente (Lc 3:1-3).
Jesus só foi batizado quando TODO o povo foi batizado (Lc 3:21), no ano 33, quando tinha 46 anos de idade.
Por "todo" entenda-se àqueles israelitas que deveriam ser batizados por João Batista, segundo a escolha do Espírito Santo.
Se João Batista levou cinco minutos para batizar cada pessoa, então no final de um dia de oito horas (mais duas de pregação) teria batizado 96 pessoas.
E batizando em todo um ano, atingiria 35.040 pessoas.
E no final de cinco anos : 175.200 pessoas.
E esta cifra corresponderia a uns dez porcento da população que vivia em torno do rio Jordão (Lc 3:3).
E 10% é o remanescente da casa de Israel (Am 5:3) , (Rm 9:27).
João Batista, tendo começado a batizar no ano 29 concluiu esta primazia, dada a casa de Israel, após 5 anos, no ano 33.
Logo após o batismo de Jesus no ano 33, os discípulos de Jesus começaram a batizar também (Jo 3:22, 4:1,2). E aos seus discípulos coube batizar a todos os povos do mundo.
João Batista veio para preparar o caminho do Senhor e endireitar as suas veredas (Lc 3).
Após isto, diz ele:
“eu não sou o Cristo, mas fui enviado como seu precursor... Convém que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3:28-30).
João Batista foi decapitado no ano da morte de Filipe, irmão de Herodes Antipas, no ano 34.
Quando os discípulos de Jesus começaram a batizar, João Batista ainda não tinha sido encarcerado (Jo 3:24, 4:2).
No ano 33, Jesus tinha 46 anos, que também era a idade do Templo de Jerusalém (Jo 2:20).
O Espírito que orienta os escritores bíblicos não se dispõe a mencionar ou detalhar dados históricos, muito menos quantificá-los, a menos que isto seja relevante no contexto da instituição e/ou conservação da fé.
A idade deste Templo não tem importância alguma, em termos de fé, mas, a idade de Jesus sim! - Tanto aos seus 12 anos, como aos 30, 46 e 50 anos de idade, como veremos no transcurso deste artigo.
INÍCIO DO MINISTÉRIO DE JESUS ... ano 17
Na lei de Moisés só os levitas podiam exercer encargos na tenda da Congregação e tinham que ter 30 anos de idade, ao iniciar, e concluir este ministério aos 50 anos.
Isto é mencionado sete vezes no livro de Números, significando que era muito importante o cumprimento desta lei (Nm 4:3,23,30,35,39,43,47).
Jesus foi fiel cumpridor da Lei.
“Respondeu-lhes João Batista: Eu batizo com água; mas, no meio de vós (sacerdotes e levitas), está quem vós não conheceis (eles conheciam a Jesus, que como eles servia no Templo, mas, não o conheciam ainda como o Messias)” (Jo 1:19,26).
“Ora, tinha Jesus cerca de trinta anos ao começar o seu ministério. Era como se cuidava (que tivesse essa idade), e era filho de José... filho de Natã, filho de Levi...” (Lc 3:23,24,29).
E logo a seguir, Lucas justifica esse ministério, fornecendo a genealogia de Jesus.
Para batizar-se, João Batista e os discípulos de Jesus não exigiam a genealogia de ninguém, mas, para exercer o ministério no Templo sim! - Logo, se deduz que Lucas narra dois acontecimentos distintos: o batismo e o ministério, ocorridos em tempos diferente.
Lucas descreve o batismo de Jesus no ano 33, e a seguir diz quem era este batizado: Jesus era um levita, pois exercia o Ministério, desde que completou 30 anos, no ano 17; e a seguir fornece dados da genealogia deste batizado.
Portanto, Lucas descreve dois acontecimentos distintos, em anos distintos: o batismo de Jesus no ano 33, e o início do ministério de Jesus no ano 17.
Lucas, (Lc 3:23) está comentando o início do MINISTÉRIO de Jesus que se deu quando Jesus tinha 30 anos, no ano 17, conforme o apóstolo João (Jo 1:19,26).
Esse ministério de Jesus foi exercido no Templo de Jerusalém, junto aos sacerdotes e escribas.
João Batista disse aos sacerdotes e levitas que o inquiriam por que batizava:
"Eu batizo com água, mas, no meio de vós, está quem vós não conheceis (não conheciam no sentido de não saberem que Jesus era o Cristo de Deus, apenas o tinham por mais um levita servindo no Templo) (Jo 1:19-26).
Jesus, por parte de mãe era levita, pois Maria era prima de Isabel (Lc 1:5,36); e por ser primogênito fora consagrado ao Senhor (Lv 8:5-25).
36 : O ANO DA CRUCIFICAÇÃO DE JESUS
Na Páscoa do ano 36, Herodes Antipas, tetrarca da Galileia e Peréia se reconcilia com Pilatos.
Herodes Antipas se encontrava naqueles dias em Jerusalém (Lc 23:7-12), procurando o apoio dos outros tetrarcas e de Pôncio Pilatos, procurador romano, para combater os nabateus (moabitas); ineficaz, pois foi derrotado pelos nabateus neste mesmo ano.
Até então, Pilatos e Herodes Antipas eram inimigos, mas, assim como Herodes precisava de Pilatos, também este precisava de boas recomendações de seus adversários, pois, estava prestes a ir pra Roma, para prestar conta ao imperador, sobre os seus desmandos e injustiças na Judeia, tais como roubos e assassinatos.
A esposa de Pilatos, apreensiva por essa situação incômoda de seu marido, relata-lhe, o mau presságio que tivera em sonhos, por causa da injustiça que se estava prestes a fazer com Jesus.
Presságios seguido de angústia se realiza pouco tempo depois de um sonho, quanto muito em um ano. Mais do que este tempo, então não é presságio, mas vidência (profecia).
Presságios são anunciados em sonhos, onde o consciente sintetiza fatos recentes e consequências que podem advir disto, que estão registrados no inconsciente.
Pilatos levou em conta o que lhe disse sua esposa, pois, não podendo contornar a condenação de Jesus à morte, mandou vir água, lavou as suas mãos perante o povo, e se considerou inocente do sangue do justo, Jesus, que ia se derramar na cruz (Mt 27:19,24).
Pilatos foi destituído de sua função de procurador de Roma na Judeia em 37 d.C., no ano seguinte a crucificação de Jesus.
No ano 37, Herodes Agripa I que assumira a tetrarquia de seu pai, Filipe, falecido no ano 34, escreve e dá a sua opinião ao imperador Calígula, sobre Pilatos, e diz:
“ele é um homem teimoso, irascível, vingativo, inflexível, obstinado e insensível; que comete insultos, roubos, afrontas e injustiças gratuitas; é venal, cruel e faz execuções sem prévio julgamento em muitos casos” (Filo em: Embaixada a Gaio, 299-305).
Segundo Josefo: Pilatos é ríspido, irrefletido, impiedoso, grosseiro, insensível, desrespeitoso, tirano e assassino.
Vitélio, embaixador romano na Síria, obrigou-se a destituí-lo de sua procuradoria na Judeia e envia-lo a Roma para prestar contas de seus crimes ao imperador (Guerra judaica 2:169-77 ; Antiguidades judaicas 18:35-89).
Herodes Agripa I, assumiu a tetrarquia de Filipe, no ano 37.
Em 39, quando Herodes Antipas foi deposto por Calígula, Herodes Agripa I também assumiu a tetrarquia deste.
E só no ano 41, o imperador Calígula deu o título de rei a Herodes Agripa I, e logo a seguir, o imperador Cláudio, que sucedeu a Calígula, lhe passou a região administrativa procuratória da Judeia, e com isto, este neto de Herodes, o grande, conseguiu reunir quase todo o território de seu avô, sob o seu cetro.
Na Páscoa do ano 36, quando Cristo Jesus foi crucificado, houve um fenômeno cósmico, que foi percebido pelos evangelistas:
“Desde a hora sexta até à hora nona, houve trevas sobre toda a terra ... abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram” (Mt 27:45,52)...
“E o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo” (Mc 15:38).
Este fenômeno coincidiu com a aproximação de Vênus e Terra, no seu 518º ciclo octogonal.
4107 a.C. criação de Adão, a 36 d.C., mais ano zero = 4144/8 = 518 ciclos octogonais.
JESUS E O SEU 50º ANIVERSÁRIO
“... até que cheguemos todos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem perfeito, segundo a medida da idade completa de Cristo; para que não sejamos meninos flutuantes, e levados ao sabor de todo o vento da doutrina...” (Ef 4:13,14 na Bíblia Vulgata).
"... até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não sejamos como meninos, agitados de um lado para o outro e levados ao redor por todo o vento de doutrinas..." (Ef 4:13,14 na Bíblia evangélica).
“... da idade de 30 anos para cima até aos 50 anos será todo aquele que entrar neste serviço, para exercer algum encargo na tenda da congregação.” (Nm 4:3,23,30,35,39,43,47).
"Ninguém despreze a tua mocidade... " disse Paulo a Timóteo (1Tm 4:12).
Pela tradição israelita, até os dias de Jesus e dos apóstolos, um homem que se dedicasse a Deus, só atingia a plenitude do conhecimento das Escrituras Sagradas quando atingia a idade de 50 anos. Então, dos 50 anos em diante era considerado ancião, na Congregação.
Paulo nos incentiva a atingirmos essa plenitude do conhecimento que Cristo tinha das Escrituras, já sem mencionar os limites da idade inicial e final deste conhecimento (Ef 4:13).
Certamente, Jesus ao ser crucificado tinha 50 anos, porque se assim não fosse, o seu conhecimento das Escrituras seria posto em dúvida por muitos dos milhares de judeus que se converteram ao cristianismo, no princípio.
Também há de se considerar a cena em que o jovem João se recosta com a cabeça no peito de Jesus, na última ceia, para lhe fazer uma pergunta. Isto é natural entre um pai e um filho. Era também natural entre um mancebo e o seu mestre ancião (Jo 13:23-25).
Disse Cristo aos judeus que o inquiriam e duvidavam dele:
“Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se"
Jesus se referia ao dia em que ele apareceu a Abraão, no ano 2059 a.C. (Gn 18).
"Perguntaram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens 50 anos e viste Abraão?
Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU.” (João 8:56-58), em referência a ele ser o Filho de "Eu Sou" o Deus Altíssimo (Êx 3:14).
Esse diálogo entre Jesus e os judeus ocorreu no último dia da Festa dos Tabernáculos, em Jerusalém, que se realizou no sétimo mês do ano 35, portanto, cinco meses antes da crucificação de Jesus na Páscoa do ano 36 (João 7:2,10,14,37 e 8:1,2,56-58).
Jesus nesta ocasião tinha 48 anos, e os levitas e sacerdotes judeus conheciam isto, porque Jesus serviu no Templo, no meio deles, dos 30 aos 45 anos (João 1:19,26,29-33).
Dos 46 aos 50 anos, Jesus completou o seu Ministério não só no Templo de Jerusalém, mas, também no coração de todo o crente, que é o templo onde habita o Espírito de Deus (Lc 17:21) , (1Co 6:19).
Paulo, foi um discípulo chamado "fora do tempo", por Jesus, ou seja, depois de sua ascensão aos céus (1Co 15:4-9), (At 1:9), (At 9:15,16).
Depois de aparecer a Paulo, Jesus não apareceu a mais ninguém. O que nos leva a deduzir que Jesus tenha completado o seu ministério aos 50 anos, escolhendo o seu último apóstolo.
O NASCIMENTO de Jesus ocorreu seis dias antes da Páscoa do ano 13 a.C., mas, os judeus contavam a idade de uma pessoa a partir do dia que foi gerado (ver texto "Jesus nasceu seis dias antes da Páscoa" já publicado neste site.
Além do que, os judeus não poderiam ser tão maus fisionomistas a ponto de não saberem distinguir a diferença de uma ou duas décadas na aparência de uma pessoa.
Errar de um a cinco anos na avaliação da idade de uma pessoa é possível, mas, dez ou vinte anos já é pedir demais.
Também, naquela época, as pessoas se conheciam melhor, as cidades eram menores e Jerusalém não tinha mais do que cento e vinte mil habitantes, e não havia poluição visual, e, portanto, não é possível que uma pessoa tendo trinta ou quarenta anos fosse ser confundida com uma de cinquenta (Jo 8:57).
Os samaritanos impediram a Jesus de ficar em seu território, por causa do seu aspecto, de seu semblante...(Lc 9:51-53).
Os samaritanos nisto, estavam mais próximos do quadro do Messias, descrito por Isaías (Is 53) do que os “cristãos-festeiros”de Roma, do 4º séc. d.C. que descreveram um Jesus “trintão e belo”.
Os judeus também eram bons fisionomistas e viram que Jesus tinha 49 anos pouco antes de ser crucificado.
Outro episódio que atesta que Jesus estava próximo dos cinqüenta anos foi que no ano anterior, estando próxima a Páscoa do ano 34, ou seja, quando Jesus ainda não tinha 47 anos; Jesus se referindo à sua missão e subjetivamente também a sua idade, e aos três dias que o seu corpo estaria no sepulcro, disse aos judeus:
“Destruí este santuário, e em três dias eu o reconstruirei. Replicaram os judeus: Em 46 anos foi edificado este santuário, e tu, em três dias o levantarás?” (Jo 2:13,19,20).
Há três Páscoas citadas no evangelho de João, sendo que a primeira não é mencionada, nos quatro anos que Jesus pregou o Evangelho: as do ano 33, 34, 35 e 36 quando ele foi crucificado (João 2:13, 6:4, 13:1).
As obras de ampliação do Templo e de sua área sagrada iniciaram-se em 19 a.C. por ordem de Herodes, o Grande, e elas eram um complexo de magníficas construções sacras, a ponto de deixar extasiados os discípulos de Jesus (Mc 13:1).
Esta admiração dos discípulos estava vinculada a finalização de todas as obras do Templo.
Estas obras levaram 46 anos para ser concluída em fins do ano 33, quando Jesus ainda tinha 47 anos.
A informação de que estas obras do Templo iniciaram-se em 19 a.C. foram dadas por Flávio Josefo, historiador judeu que vivenciou este fato (História de Israel e dos povos vizinhos, Herbert Donner, vol. 2 , página 515, 516).
Elas podem ter sido inauguradas naquele ano, pois, era o ano da conjunção de Vênus, Júpiter e Lua, que ocorre a cada 52 anos, MAS, efetivamente, tenham sido iniciadas no ano 13 a.C., ou seja, no ano em que nasceu Jesus.
De 19 a.C. a 33 d.C. são 52 anos. Como os judeus disseram a Jesus, no ano 33, que o Templo levou 46 anos para ser concluído, ficam faltando seis anos. É possível também, que tais judeus não consideraram o tempo de paralisação desta obra, após a morte de Herodes em 4 a.C.
Este magnífico Templo tinha a promessa de Deus que este último Templo seria maior do que o primeiro, e ali, Ele daria a sua paz (Ag 2:3,9), e esta paz não era o Templo, mas Jesus, o Cristo de Deus (Zc 3:8,9).
ANO DO JUBILEU
O 50º ano, ou Ano do Jubileu, era o “ano aceitável do Senhor” para que todos se preparassem para “o dia da vingança de Deus” (Is 61:2).
Este dia era esperado para o 52º ano o “Dia do Senhor, dia cruel, com ira e ardente furor, para converter a terra em assolação e dela destruir os pecadores”(Is 13:9)
Os israelitas denominavam o 49º ano de ano sexto; o 50º de ano sétimo; o 51º de ano oitavo e o 52º de ano nono.
Que o 50º ano era o ano sétimo podemos ver nos versículos bíblicos (Lv 25:11,20).
No ano sexto ou 49º ano, Deus prometeu dar a sua benção para que a terra desse o seu fruto por três anos: 49º , 50º , 51º
No ano oitavo, o 51º ano, semeava-se a terra e enquanto não vinha o fruto dessa semeadura, no 52º ano, comia-se dos frutos estocados do 49º ano (Lv 25:20-22).
O 52º ano era o ano mais esperado e temido. Era o ano em que Vênus, com uma órbita irregular, desde o Êxodo em 1443 a.C. até 557 a.C. cruzava a órbita da Terra, no ponto de intersecção das órbitas, com quase nenhuma diferença de dia.
Desde 557 a.C. há uma diferença de 2,43 dias neste ponto de cruzamento das órbitas, que faz com que ambos os planetas fiquem a uma distância mínima de 48 milhões de quilometros.
Quando coincidia de Vênus estar muito próximo da Terra, esta aproximação trazia muita peste, enchentes, secas e guerras.
Depois de 557 a.C. Vênus passou a ter uma órbita regular; sua órbita sideral normalisou-se em 224,7 dias por ano. A órbita sinótica de Vênus é de 583,9236 dias.
Entre 1443 a 557 a.C. os povos que antecederam e que ensinaram sua ciência aos maias faziam os seus festivais em honra a Vênus no 52º ano, quando Vênus ameaçava devastar na Terra.
ANO DE JUBILEU
“Contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos.
Então, no décimo dia do mês sétimo, farás passar a trombeta vibrante (por toda a vossa terra) nesse Dia da Expiação.
Santificareis o ano quinquagésimo e proclamareis liberdade na terra a todos (israelitas) os seus moradores;
Ano de Jubileu (de alegria) vos será, e tornareis cada um à sua possessão, e cada um à sua família... " (Lv 25:8-10).
Então, eu vos darei a minha benção no sexto ano, que era também o 49º ano, para que dê fruto por três anos: no 49º, no 50º e 51º.
Semeareis, e comereis da colheita anterior (da colhida no 49º) até ao ano nono (52º ano) até que venha a sua messe, no ano 52º, comereis da messe antiga” (Lv 25:8-10,21,22).
No ano sétimo, o 50º ano, não se semeava, não se segava e não se colhia (Lv 25:11).
A terra ficava de alqueive (descansando) por dois anos seguidos, e isto tem dado o que pensar aos exegetas bíblicos; se os israelitas conseguiram cumprir plenamente esse ano do Jubileu, nos moldes em que está escrito.
O 50º ano ou “ano sétimo” o Ano do Jubileu, era um ano santificado ao Senhor; não se podia plantar nem colher.
Era um ano de resgate do ser humano: de libertação dos escravos, de devolução das terras adquiridas de seus antigos proprietários.
Deus prometeu dar a sua benção no sexto ano que era o 49º ano, de tal forma que essa benção seria suficiente por três anos: no 49°, no 50º e no 51º.
No oitavo ano desta “semanas”, o 51º ano, se podia semear o campo, mas, não se podia colher nada até ao nono ano, o 52º.
Tinha que se comer da colheita antiga, a do 49º ano, que estava nos celeiros (Lv 25:22).
52 ANOS
A cada 52 anos ocorre a conjunção de Vênus, Júpiter e Lua.
A última ocorreu em 01/12/2008.
Segundo a Divisão de Astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) a proximidade dos astros com o céu é somente um efeito visual (isto ocorre a cada 52 anos porque Vênus e Júpiter estão alinhados com a Terra).
Mas nem sempre foi assim, só um "efeito visual". Na Antiguidade Vênus assolava as nações (Is 14:12).
Esta conjunção acontece a cada 52 anos, e ela era aguardada com ansiedade por todos os povos da Antiguidade, pois era prenúncio de catástrofes na terra: os maias ofereciam sacrifícios humanos a Kukulkan (Vênus).
Mas, os israelitas no 50º ano, "Ano do Jubileu", perdoavam as dívidas e emprestavam aos necessitados, e devolviam as terras aos seus antigos proprietários (Lv 25).
O "Ano do Jubileu", que nunca aconteceu por ser impraticável, era uma preparação para o "ano aceitável do Senhor" que veio a se realizar em Jesus, logo após o seu batismo, no início do ano 33 (Lc 4:18-21, Is 61:1,2).
“Ele (o 50º) é jubileu; somente o ano quinquagésimo será jubileu para vós,...” (Lv 25:11 conforme a Torá).
Percebe-se ai, a preocupação dos israelitas em demarcar bem este 50º ano, também chamado de sétimo ano.
Por que esta preocupação?- Certamente para que as gerações futuras não comemorassem como os pagãos idólatras, o 52º ano e prestassem cultos e adoração a Vênus.
O 50º ano ou “Ano do Jubileu” israelita iniciava-se logo após o final das “sete semanas de anos” ou 49º ano (Lv 25:8).
Ele, o 50º ano era também denominado de “ano sétimo” e neste ano os israelitas não podiam semear e nem segar (colher) os frutos de suas plantações (Lv 25:11, 20).
Deus dava a sua benção no “ano sexto” ou 49º ano, para que por três anos os israelitas se fartassem do que foram colhido neste 49º ano (Lv 25:21), ou seja: no 49º, 50º e 51º ano os israelitas comiam do que fora colhido no 49º ano.
Os israelitas perdoavam as dívidas e devolviam tudo no 50º ano.
Benignidade? - Certamente temor a Deus, pelo que Ele poderia fazer através de sua criatura chamada planeta Vênus, afim de punir as injustiças praticadas.
No 51º ano se podia semear o campo, mas, não se podia colher nada até ao 52º ano.
Evidente que, se no 52º ano o mundo não fosse destruído, os israelitas teriam o que colher. Entretanto, se o mundo fosse destruído no 52º ano, nada haveria do que se lamentar... muito menos por uma safra perdida no 51º ano.
Que alívio e alegria era o 52º anos, para os povos, e para os israelitas, ao verem o aparecimento e o transcurso normal da órbita de Vênus nos céus.
Vênus no seu ano sinódico (584 dias) a cada período de oito anos está em conjunção inferior, e fica posicionada entre o Sol e a Terra e é visível da Terra por 524 dias. No quarto anos destes oito, está em conjunção superior, e fica posicionada por detrás do Sol, e nesta posição não é visível da Terra pelo espaço de 60 dias.
Grandes catástrofes ocorreram na Terra, na conjunção superior dos 52º anos; quando Vênus se atrasava ou se adiantava, ou simplesmente não aparecia por longo tempo.
(Mundos em Colisão, Immanuel Velikovsky, Edições Melhoramento, 1964, páginas 129,130).
CALENDÁRIO SABÁTICO
“Quando entrardes na terra que vos dou, então, a terra guardará um sábado ao SENHOR. Seis anos semearás o teu campo, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos. Porém, no sétimo ano, haverá sábado de descanso solene para a terra, um sábado ao SENHOR, não semearás o teu campo, nem podarás a tua vinha...” (Lv 25:1-7).
“Quando entrardes na terra” deve ser entendido como “quando entrardes na posse da terra”.
O patriarca de cada uma das doze tribos israelitas, só entrava na posse do território que lhe cabia no momento em que punha os seus pés na terra deste território (Js 14:9).
A divisão das terras, e a posse delas, levou doze anos para se concretizar (em média um ano para cada tribo), desde a entrada em Canaã, em 1403 a.C., até a sua plena concretização, em 1391 a.C.
Não poderia ter havido “ano sabático israelita” antes desta plena posse, por todas as 12 tribos.
A partir de 1391 inicia-se o “ano sabático”.
1391 a.C. + ano zero + 36 d.C. = 1428 anos.
1428 divididos por 7 = 204 ciclos sabáticos, até a crucificação, morte e ressurreição de Jesus, no ano 36 d.C.
Outros anos sabáticos foram os anos 29 d.C., 22 d.C, 15 d.C, 8 d.C.
Portanto, dizer-se que Jesus foi crucificado no ano 30 ou 33 é no mínimo incorreto. É negar que Jesus tenha ficado por três dias no sepulcro.
JESUS FOI CRUCIFICADO EM UM ANO SABÁTICO
Jesus permaneceu três dias no sepulcro; portanto, Jesus morreu em um ano sabático,ou seja: naquela semana houve dois sábados; o sábado comum e o sábado sabático.
"pois, era GRANDE o dia daquele sábado" (Jo 19:31).
Todos os dias tem 24 horas, e nenhum, portanto, é maior do que o outro.
João está se referindo a uma grandeza matemática e dizendo que aquele sábado excedia a 24 horas, ou seja: eram dois sábados contíguos, vizinhos. O primeiro era o sábado regular da semana, e o segundo, o sábado do SENHOR.
Se não fosse um ano sabático, haveria somente um sábado naquela semana. E isto implicaria que Jesus teria permanecido no sepulcro somente um dia e meio; pois Jesus foi sepultado no crepúsculo da tarde da sexta-feira e ressuscitou na manhã do domingo. Mas, como era ano sabático, Jesus, de fato, permaneceu dois dias e meio no sepulcro.
Quanto a se dizer que eram três, não é incorreto, pois, na contagem de então, não havia números quebrados (números decimais).
CALENDÁRIO OCTOGONAL
"Ao fim de cada sete anos farás o ano sabático. E este é o modo do ano sabático: Que todo o credor que emprestou ao seu companheiro, o deixará (quitará a dívida); não reclamará a seu companheiro nem ao seu irmão, porque chegou o ano sabático para o Eterno. Do estrangeiro idólatra reclamarás; e o que tiver em poder de teu irmão, o deixarás (quitará); contudo, não haverá no meio de ti mendigos ..." (Dt 15:1-3 , conforme a Torá).
Segundo este capítulo, os israelitas faziam o seu ano sabático no oitavo ano.
O oitavo ano, na verdade, era o ano do ciclo octogonal de Vênus e Terra.
A lei do "ano sabático" foi promulgada por Moisés no terceiro mês do ano 1443 a.C. (Êx 19:1).
Jesus foi sepultado na páscoa do ano 36 d.C. - Logo, a priori, houve 1479 anos.
Mas, na passagem do ano 1 a.C. ao ano 1 d.C. há o ano "zero" ou um ano não computado.
1443 a.C. + ano zero + 36 d.C. = 1480.
1480 anos divididos por 8 anos = 185 anos sabáticos, ou 185 ciclos octogonais de Vênus e Terra.
Portanto, Jesus foi crucificado em um ano sabático.
Não havia zero na contagem dos povos. Este "zero" só apareceu por volta do ano 800 d.C.
Outros anos octogonais foram os anos 28 d.C., 20 d.C, 12 d.C, 4 d.C, 4 a.C , 12 a.C.
Portanto, dizer-se que Jesus foi crucificado no ano 30 ou 33 é no mínimo incorreto. É negar que Jesus tenha ficado por três dias no sepulcro.
CALENDÁRIO SABÁTICO
O calendário sabático, ou calendário octogonal é assim composto:
44º ano é igual ao primeiro ano,
45º ano é igual ao segundo ano,
46º ano é igual ao terceiro ano,
47º ano é igual ao quarto ano,
48º ano é igual ao quinto ano,
49º ano é igual ao sexto ano,
50º ano é igual ao sétimo ano,
51º ano é igual ao oitavo ano ,
52º ano é igual ao nono ano...... este era o ano de Vênus, para os hebreus e para os maias.
Por que havia duas designações para um mesmo ano?
A contagem normal de 1 a 52 anos referia-se ao tempo que levava entre uma e outra devastação de Vênus, quando ela tinha órbita irregular e não aparecia no 52º ano.
Do 44º ao 52º ano havia uma contagem separada (primeiro ao nono ano), para contagem exata em que Vênus deveria aparecer. Vênus deveria aparecer no 52º, ou nono ano.
Estes nove anos eram fundamentais para se estabelecer o preço das terras e de outros bens. Quanto mais próximo do 50º ano, o ano do Jubileu, menor deveria ser o valor das terras e dos bens emprestados. E era assim porque o devedor tinha menos anos para colher os frutos da terra, e assim, saldar a sua dívida até o ano do Jubileu. No 50º e 51º não se colhia nada (Lv 25:14-16).
OS MAIAS
Quatrocentos anos antes de Cristo, os maias, a cada 52 anos ofereciam sacrifícios humanos a Kukulkan, também chamado de Quetzalcoatl, que era o planeta Vênus.
Eles arrancavam o coração de seus inimigos ainda vivos, e ofereciam ao seu deus Kukulkan.
Os maias, egípcios, hebreus e os assírio-babilônios eram uma sociedade dominada por festividades agrícolas-religiosas e por isso precisavam de cálculos quase exatos para o seu calendário.
Os maias, numa atitude negativa, como os demais povos idólatras do mundo, aguardavam a cada 52 anos que o mundo fosse acabar.
E no 52º ano ofereciam sacrifícios humanos a Vênus.
Nisso os maias tinham uma atitude inversa à dos israelitas que santificavam o 50º ano, “Ano do Jubileu” e, que em sua fé de que Deus os livraria do mal (a possível destruição da Terra por Vênus no 52º ano) e produziam obras, como o perdão de dívidas, empréstimos sem juros, e libertação dos escravos (Lv 25:10-25).
ANO DE JUBILEU: UMA TEORIA IMPRATICÁVEL
Em 1389 a.C., 14 anos depois de os israelitas, sob o comando de Josué, terem entrado em Canaã, a conquista de Canaã estava consumada. Então, distribuíram-se as terras entre as doze tribos de Israel (Dt 2:14 , Js 14 e 22:1-9).
A partir desse ano e dessa distribuição de terras, deveria iniciar-se o Ano do Jubileu conforme o que determinara o Senhor, através de Moisés:
“Quando entrardes (na posse) na terra que vos dou.” (Lv 25:2).
Mas, na prática, isso nunca se consumou devido ao incessante estado de guerra que Israel viveu ao longo de sua história, com perdas e reconquistas de terras; ocupações por reis estrangeiros; e por fim, o cativeiro da Babilônia entre 598-538, que reduziu Israel a um simples Cidade-estado (Jerusalém e suas vilas).
A reocupação efetiva de Jerusalém e suas vilas, se deu em 446, com Neemias e Esdras, quando então se cumpriu na prática o decreto de Ciro II, que determinava a volta dos judeus para Jerusalém.
Daniel, com sua profecia das “Setenta Semanas” ou 490 anos (Dn 9:24-27) induz-nos a pensar que a realização do Ano do Jubileu era espiritual, e seria consumada em Jesus,quando aqui esteve entre nós.
Somente no período de 1006-927 em que reinaram Davi e Salomão, período este em que Israel não estava em parte ou no todo, ocupada por seus inimigos, ou, ainda, dividido em duas nações, é que poderia ter sido exequível o cumprimento dessa teoria do Ano do Jubileu.
Mas nada é nos dito, na Bíblia, a respeito desse assunto, nos dias desses dois reis.
Seria o 50º ano o “Ano Aceitável do Senhor e o Dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram... contra os inimigos de Sião. Ele alegrará os seus escolhidos e lhes tirará as tristeza e aflições, consolará os que choram e libertará os cativos. Fará de todo o seu povo uma nação santa, onde todos serão sacerdotes do Senhor.” ?(Is 61, 1Pe 2).
Não há qualquer menção na Bíblia de que o “Ano do Jubileu” tenha sido posto em prática pelos israelitas, pois, isto era uma alegoria do que viria a se concretizar nos cinquenta anos em que Cristo esteve entre nós, visivelmente.
Julio César foi assassinado em março de 44 a.C. e nos primeiros meses do ano 43, um “cometa” muito brilhante surgiu nos céus de Roma, durante os jogos que eram feitos em homenagem ao seu herdeiro, César Augusto.
E segundo Ovídio em seu livro Metamorfose, era Vênus que descia da abóbada celeste, que até então estava invisível e parou no meio do Senado, e desprendeu a alma do corpo de Júlio César e a transformou numa substância divina.
No dia 23 de setembro de 44 a.C. uma escuridão envolveu o mundo, com estrondos como se fosse de armas, e foi ouvida através de todo o céu, segundo o que nos diz Dio Cassius em seu livro Roman History, baseados em Plínio, Suetonius, Plutarco.
O etrusco e adivinho Voclanius proclamou que a partir desse episódio em 44 a.C., iniciava-se uma nova Idade Terrestre.
Quatro ciclos octogonais de Vênus e Terra totalizam 32 anos.
Vênus, trinta e dois anos depois da morte de Júlio César, brilhou intensamente nos céus da Palestina, quando Jesus tinha 19 meses, pois, Vênus é a estrela de Jesus, que os magos viram no Oriente (Mt 2:2,7-10 , Ap 2:28 e 22:16).
Jesus proclamou que nele se cumpriu o “Ano aceitável do Senhor” (Lc 4:19,21) no ano 33 d.C. logo após o seu batismo.
Na Páscoa do ano 36 Jesus foi crucificado, quando completava quarenta e nove anos de idade (Jo 8:57), e depois de ressuscitado, aos cinquenta anos, apareceu a Paulo no ano 37, e Paulo se converteu a Cristo, sendo ele o 14º apóstolo, aquele que levou a Luz (Jesus) aos gentios.
Então consumou-se o alegórico e irrealizável “Ano do Jubileu” que também era “sombra das coisas que haviam de vir” ou se consumar em Cristo (Cl 2:17).
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contato com esse autor: e-mail darcijara@yahoo.com.br
fone (51) 98435.8252 (Tim)
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Darci Ubirajara
Enviado por Darci Ubirajara em 04/12/2010
Reeditado em 16/03/2020
Código do texto: T2652845
Classificação de conteúdo: seguro
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Darci Ubirajara
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